Simões de Assis anuncia a representação da artista Marcia de Moraes

Simões de Assis anuncia a representação da artista Marcia de Moraes (São Carlos, 1981). Sua produção é conhecida por desenhos em grandes dimensões, com combinações de linhas e cores intensas, em que a fragmentação da forma pela cor se torna a chave para uma construção visual rítmica. A Simões de Assis apresenta obras da artista na Zona Maco 2026 – feira de arte que acontece entre os dias 4 e 8 de fevereiro no México -, ao lado de trabalhos de outros artistas representados pela galeria. O eixo principal para a seleção das obras que serão apresentadas na Cidade do México é a ideia de matéria e de suas transformações e metamorfoses.

Marcia desenvolve uma pesquisa centrada na linguagem do desenho. Seus trabalhos podem, à primeira vista, parecer abstratos, mas são construídos a partir de um léxico visual acumulado ao longo dos últimos vinte anos de pesquisa. 

Para de Moraes, a construção do desenho se dá a partir de uma conversa entre artista e trabalho, chegando a um entendimento mútuo das necessidades da composição e atingindo um equilíbrio entre o traço, a cor e o vazio. Esses três elementos são constantemente tensionados ao longo do processo e se organizam em uma hierarquia em constante alternância. É a partir dessa oscilação que cada desenho ganha corpo: o traço e o vazio como espinha dorsal e ossos de sustentação, a cor como a carne que os envolve, e o limite do papel como a pele – o ponto exato em que corpo e desenho se encerram.

Entre suas principais exposições individuais estão “Ponto de Osso” (Instituto Artium, 2024); “Matriz” (Galeria Leme, 2022); “A Terceira” (CCBB São Paulo, 2021); “Elaine Arruda e Marcia de Moraes: Cheio de Vazio” (Instituto Tomie Ohtake, 2014); “À Deriva no Azul, Carpe Diem Arte e Pesquisa” (Lisboa, 2011) e “Saint Clair Cemin / Marcia Moraes: Correspondance Brésilienne (VL Contemporary, Paris, 2011). A artista também foi contemplada com diversos prêmios, entre os quais se destacam o Edital PROAC – Artes Visuais (2022), Pollock-Krasner Foundation Grant (2016) e o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea (2011). Suas obras integram acervos importantes, tais como a Coleção Swiss Re, São Paulo; Ministério das Relações Exteriores, Brasília e Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP).

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