Aberto Rua ocupa a Faria Lima em exposição que leva obras ao espaço urbano

A Avenida Faria Lima se transforma em um percurso de arte contemporânea com a nova edição da ABERTO Rua, iniciativa inédita da plataforma ABERTO que leva esculturas e instalações para o espaço urbano até 31 de maio. A exposição gratuita foi viabilizada com apoio da Farah Service, empresa especializada na gestão e ativação de espaços urbanos, que auxiliou na negociação para a ocupação da área pública.

Idealizado pela plataforma ABERTO, o projeto marca a expansão da iniciativa para além do espaço expositivo tradicional, levando sua proposta curatorial para o tecido urbano e reposicionando a cidade como campo de exposição. Ao ocupar a avenida com mais de 20 obras distribuídas entre a Alameda Gabriel Monteiro da Silva e a Rua Adolfo Tabacow, a mostra cria um percurso artístico que ativa o entorno e propõe novas relações entre arte, público e espaço urbano.

A ABERTO Rua reúne diversos artistas em intervenções ao longo do espaço urbano, e apresenta obras de Afonso Tostes, Amilcar de Castro, Daniel Jorge, Eduardo Longo, Jarbas Lopes, José D’Avila, Laura Lima, Laura Vinci, Liuba Wolf, Marcos Chaves, Marina Hachem, Paulo Nimer Pjota, Raul Mourão, Regina Silveira, Rizza, Rose Afefé, Túlio Pinto, entre outros, propondo um diálogo direto entre arte, arquitetura e cidade.

As obras assumem formas de intervenção direta no espaço urbano, tensionando a percepção cotidiana da Avenida Faria Lima: em frente a Casa Bola, na praça Luis Carlos Paraná, Paulo Nimer Pjota apresenta uma pintura de grande escala que pode ser visualizada de diferentes formas e lugares, como carros, prédios, bicicletas, etc. Marcos Chaves envelopa o prédio da CET na mesma praça, com elementos cotidianos com ironia e crítica sutil ao ambiente urbano. Jarbas Lopes, com a obra O Bem e o Mal-Entendido, recria o Yin e Yang, símbolos chineses ligados à complementariedade dos opostos: o positivo e o negativo, a luz e a sombra, bem e mal, no canteiro central do túnel Max Feffer.

Outro destaque é a projeção “Dígito” assinada por Regina Silveira, que será exibida na empena da Casa Bola, de Eduardo Longo. A vídeo animação retoma um trabalho iniciado em 1982, no qual um gesto autográfico — a própria mão da artista — colore uma superfície em vermelho, explorando a relação entre corpo, imagem e inscrição. Exibida originalmente em 1983 no painel luminoso do Vale do Anhangabaú e posteriormente transposta para o digital, a obra retorna agora ao espaço urbano, recuperando sua vocação pública e seu diálogo direto com a cidade.

“No espaço público, a arte dispensa qualquer convite e acontece junto ao acaso, ao movimento e à diversidade urbana”, afirma Filipe Assis, sintetizando o gesto de abrir a experiência artística ao acaso, ao trânsito e à diversidade da cidade.

A iniciativa conta com apoio da Farah Service, responsável por auxiliar na negociação que viabilizou a ocupação do espaço urbano para o projeto. “Acreditamos que ações como a ABERTO Rua ajudam a ativar a cidade de maneira positiva, incentivando o uso qualificado dos espaços públicos e ampliando o acesso à cultura”, afirma Michel Farah, CEO da Farah Service.

A exposição transforma uma das avenidas mais emblemáticas da capital em um museu a céu aberto, aproximando o público da produção artística contemporânea em diálogo direto com a cidade.

Criada por Filipe Assis, a plataforma ABERTO ganhou destaque por realizar exposições em casas modernistas e marcos arquitetônicos icônicos. Desde 2022, já ocupou residências projetadas por nomes como Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, além de espaços ligados a figuras importantes da cultura brasileira, como Tomie Ohtake e Chu Ming Silveira. Em 2025, o projeto realizou sua primeira edição internacional na Maison La Roche, de Le Corbusier, em Paris.

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